domingo, 1 de maio de 2011

O diário do figurante.

Mais um belo dia, nublado mas tranquilo, sem ventos nem nada. Me dirigi até uma parada de ônibus e fui até meu trabalho. Captei alguns olhares cativantes no caminho. Produzi bem, olhem como sou um trabalhador ideal. Quinze vendas em um dia, que maravilha. Talvez daqui uns seis meses eu ganhe um aumento. Não, claro que não. A empresa fará uma limpa para contratar novos novatos sem experiência daqui a duas semanas. Bom, já vou mandando meu currículo para outras empresas similares então. Bom, é isso diário, volto ao meu casulo de normalidade, quem sabe amanhã eu não saia com meus amigos de trabalho após o término do turno para beber algumas cervejas geladas no bar há duas quadras da firma. Quem sabe. Será divertido.

Fim de narrativa.

PS: e ele pegou a corda, amarrou uma ponta no suporte da cortina, passou a curva do nó no próprio pescoço como se fosse uma gravata, e sentou na janela a olhar o horizonte. Quem sabe o que pode acontecer.

Um comentário:

  1. o bom/mau é que o figurante ganha cachê para fazer nadas.

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